18 de jul de 2013

Resenha - Marcada

SINOPSE
Bem vindo ao mundo de The House of Night, um mundo parecido com o nosso, exceto pelo fato de que nele os vampiros sempre existiram.
Zoey acaba de ser Marcada como uma vampira, o que significa o início de uma nova vida, longe de seus amigos e de sua vida atual. Isso se seu corpo suportar o período de transformação, caso contrário ela morrerá.
Li muitas críticas a respeito da série, muitas pessoas disseram que A Morada da Noite era um plágio mal sucedido da Saga Crepúsculo, mas afirmo que não é verdade. A história de Zoey não se parece em nada, nem de longe e nem de perto, com a história de Bella Swan, acho que esse pessoal deveria ler o livro todo antes de saírem julgando!

Marcada é o primeiro livro da série e nos apresenta Zoey, uma adolescente comum que acaba sendo marcada por um Rastreador como uma aprendiz de vampira, com um lua crescente na testa. Conforme for se transformando, a tendência da lua é crescer até atingir o estágio cheio, mas até lá todos os adolescentes marcados precisam se mudar para A Morada da Noite a fim de aprender a viver como um vampiro e a se conectar com a deusa a noite, Nyx. Contudo, durante a transformação o corpo de Zoey pode se rejeitar as mudanças, o que significaria a morte para ela; e como se não bastassem esses problemas físicos, a menina ainda tem que enfrentar Aphrodite, uma patricinha popular determinada a destruir sua vida.

A capa não é agradável e não é atrativa, só tive coragem de comprar porque estava sendo vendido a preço de banana num sebo. Fiz uma pesquisa na internet e percebi que a editora foi bastante infeliz ao criar a arte da capa, pois as internacionais são muito mais bonitas... Acho que poderia ter ficado melhor.

A história em si possui dois temas muito fortes: vampiros e magia; ambos rendem excelentes histórias, cada uma com sua particularidade e oportunidades a serem exploradas, mas nesta série eles estão juntos e a meu ver, foi a grande perdição do universo que PC Cast e Kristin Cast tentaram criar.

A escrita é pavorosa. Pelo que pude entender em minhas pesquisas, PC Cast pediu a ajuda da filha pra manter as frases mais "jovens", mas ficou medonho, a menina não entende nada de gírias e as frases ficaram carregadas e muito exageradas, dando um ar imaturo ao livro. Enfim, pavoroso! – se alguém ficar ofendido, me perdoe, esta é somente a minha opinião, ok!?

Vamos falar mais especificamente da história: adorei a ideia de Zoey ser marcada para se tornar vampira, ao invés da habitual mordida, a primeira vista também gostei dA Morada da Noite, mas quando a parte da magia entra em cena senti como se as escritoras não soubessem mais em que focar, se era no lado vampiro ou no lado mágico. Elas pareceram perder o controle dos dois temas, não conseguindo mantê-los unidos (por isso achei que misturar os dois temas foi a perdição do livro). Hora são os vampiros que estão em foco, hora a magia, somente durante o ritual de Afrodite é que ambos aparecem juntos.

E falando em ritual, esta foi uma das partes que não apreciei no enredo. Gosto de magia e de poderes especiais em histórias, porém, não sou fã de feitiços e rituais. Achei super interessante a inclusão da deusa Nyx como parte da religiosidade vampira, mas não consegui engolir os rituais descritos neste primeiro livro. De resto, os personagens são bem legais, cada um com sua personalidade e especialidade, mas nada que valha ser destacado aqui. O final me decepcionou um pouco, o enredo começou a pegar fogo muito tarde e de repente, puft, o livro acaba... Me deixando com cara de: (o_o) uéé!?
Mensagem: Vou ser franca com vocês, o livro é bem fútil e quase não tem lições a ensinar ao seu leitor. Ele traz uma pequena crítica a perseguição social e religiosa de pessoas que não se encaixam aos padrões pré-estabelecidos, mas é algo pouco aprofundado, dando-me a impressão que o assunto não será abordado nos demais livros. Todavia, como este foi o único resquício de lição que consegui retirar do livro, resolvi meditar nele e amadurecê-lo um pouco mais... A falta de tolerância é um problema atuante em nossa sociedade. Acredito que todos nós temos direito de pensar o que quisermos, de gostar ou não gostar do que bem entendermos, mas isso não nos dá liberdade de querer impor nossos conceitos em cima dos outros, de tentar oprimi-los ou persegui-los só porque são ou pensam diferente de nós. Se eu não gosto do que meu coleguinha está fazendo, basta que eu não siga o caminho dele, mas precisarei da mesma forma respeitar sua liberdade de fazer e de ser o que quiser. Temos que tomar cuidado com a intolerância, ela devora o respeito, amarga o coração, gera preconceito, incita brigas como uma faísca, podendo crescer até se tornar uma grande fornalha de perseguição violência e morte. DIGA NÃO A INTOLERÂNCIA E SIM AO RESPEITO.
Opinião Final: Não curti a feitiçaria, os rituais e a escrita meio exagerada, mas a história até tem seu nível de atração e pode ser um bom entretenimento se você souber ignorar os defeitinhos que mencionei acima.
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