8 de set de 2013

Resenha - A Faca Sutil


SINOPSE
Após enfrentar os perigos do Norte em A Bússola de Ouro, Lyra agora embarca numa jornada ao mundo mal-assombrado de Cittàgazze, onde ela conhece Will Parry. Juntos eles transitam entre universos diferentes, descobrem um objeto de poder extraordinário e cruzam com amigos e inimigos, novos e antigos.
Ansiosamente esperado pelos leitores de A Bússola de Ouro, este é o segundo livro da trilogia Fronteiras do Universo. Se você gosta de aventuras aterrorizantes... Se você aguenta emoções fortes... Se você está disposto a enfrentar um mundo terrivelmente perigoso, respire fundo e acompanhe Lyra e Will. Os espectros de Cittàgazze esperam você. Ansiosamente...
Capa excelente! Meu livro é bem antigo, pois foi comprado no sebo e trás a ilustração da faca sutil, mas a edição mais nova trás a ilustração de um humano abrindo uma fenda dimensional e o rosto do dimon de Lorde Asriel – o que também tem tudo a ver com o enredo.

A Faca Sutil já começa de maneira bastante interessante, apresentando o novo personagem Will, que ainda no primeiro capítulo encontra-se com Lyra no outro mundo. E no decorrer das páginas acompanhamos os acontecimentos dos diferentes mundos em que a história se passa, e como o cenário está sempre mudando de uma dimensão à outra a leitura não fica enjoativa.

Aqui, Lyra está bem mais madura e até mesmo emotiva – comparado ao primeiro livro, que era uma pequena encrenqueira – ela conhece uma cidade que era sua, mas que ao mesmo tempo não era. Uma Oxford onde tudo era diferente, onde “o perigo podia ter aparência amigável e a traição sorria e cheirava bem” [A Faca Sutil]. E como se não bastasse isso, ainda tem Cittàgazze, a cidade assombrada por Espectros onde se esconde a faca sutil.

Li muitas críticas positivas sobre o livro, pessoas dizendo que é o melhor da Trilogia Fronteiras do Universo e que as emoções são inúmeras. Discordo! As emoções são poucas e no geral achei o enredo bastante sem sal, apesar de não ser enjoativo A Faca Sutil não é um livro que se devora em poucos dias, que se passa a madrugada lendo de tão emocionante. Tive momentos de não querer largar o livro, mas também tive momentos de não me importar em largar a leitura para assistir TV.
Já que não temos o urso de armadura neste livro, deixo como meus personagens preferidos o Will e o dimon que muda de forma, Pantalaimon (na foto está em sua famosa forma de arminho)
Quando Lyra e Will adentram a Torre dos Anjos, a história fica bem emocionante, com direito a brigas, ataque de Espectros e uma descrição maravilhosa. A forma como Philip Pullman descreveu a faca sutil e o seu manuseio é impressionante, simples e ao mesmo tempo complexo, me apaixonei por este objeto mágico assim como tinha me apaixonado pela bússola de ouro... Mas infelizmente, a história começa a ficar meio monótona depois desta parte e o fechamento do livro não é lá aquelas coisas.
 Opinião Final: Nem bom, nem ruim, então prefiro classificá-lo como razoável, sem sal.
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