12 de ago de 2014

Resenha - Depois da Terra

SINOPSE
Cypher Raige, o líder supremo do Corpo de Guardiões, é herói de uma longa tradição familiar. Por mil anos, desde que o apocalipse ambiental forçou o êxodo da humanidade do planeta Terra, os membros da família Raige foram essenciais para a salvação da nossa espécie. Os Raige lideraram os sobreviventes não apenas durante a fuga da Terra, mas na colonização do inóspito mundo de Nova Prime e na defesa contra os ataques de uma misteriosa força alienígena, criando assim um novo lar nos confins da galáxia.
Kitai Raige, seu filho, sempre quis provar que está a altura do sobrenome ilustre. Agora, sem estar totalmente preparado, ele tem a chance de fazê-lo. Com a vida do pai em risco, Kitai é obrigado a se aventurar pelo terreno estranho e hostil de um novo mundo que parece estranhamente familiar: a Terra.
O medo era um sentimento sobre o qual os Guardiões deveriam triunfar. O medo era uma fraqueza que podia acabar matando um Guardião. E todos sabiam por que - Considero essa frase a essência do livro.

Depois da Terra foi à adaptação literária do filme de mesmo nome, que eu particularmente adorei por tratar o “MEDO” como tema principal. O domínio do medo é estritamente importante para sobreviver na Nova Prime, principalmente para os que querem se tornar Guardiões, por isso considerei a frase acima como a essência do livro: o controle do medo!

Eu sou uma pessoa que tem medo por muitas coisas – admito – e tenho de controlar e combater meu medo diversas vezes para ser bem sucedida em minha vida. Acho que foi por isso que gostei do tema proposto pelo filme e que me interessei pela leitura do livro... Sobre a capa não tenho muito que falar, leva os excepcionais Will e Jaden Smith na ilustração, representando Cypher e Kitai respectivamente, o que condiz perfeitamente com o roteiro.

O enredo aborda os dias da humanidade fora da Terra, pois o planeta fora evacuado depois de se tornar insustentável a vida (ou seja, depois dos seres humanos ferrarem com tudo). Os humanos vivem na Nova Prime e frequentemente precisam se defender das forças alienígenas que ainda tentam exterminá-los. A história costuma variar entre o presente da sociedade humana (focando sempre em Kitai e seu pai) e o passado.

Algumas pessoas disseram não gostar dessa divisão de tempos, pois afirmaram ficarem perdidos, mas eu não achei tão difícil: o primeiro capitulo se passa no ano 1000 DT, ou seja, ano 1000 Depois da Terra; o capitulo dois se passa em 2065 DC, ou seja, 2065 Depois de Cristo e como essa divisão temporal é usada por nós atualmente, fica fácil identificar que o capitulo dois é o passado, quando os humanos ainda viviam na Terra... Para não se confundirem na hora de ler, lembre-se:
DT – Depois da Terra (é o presente)
DC – Depois de Cristo (é o passado)
Vale lembrar que os lapsos do passado não acontecem com tanta frequência na história, mas são legais para se entender a importância da família Raige para a humanidade da Nova Prime. Alguns dos fragmentos acontecem no tempo DT também, então considere DC e qualquer acontecimento antes do ano 1000 DT como passado, ok? Assim não ficarão perdidos :)

No mais, o livro é incrível!

A leitura fluiu de forma super rápida, pois a maneira de Peter escrever é divina. Reparei que ele não é muito bom com as partes emotivas, o que acabou estragando algumas cenas mais sensíveis como a parte da mamãe condor protegendo Kitai ou quando Faia descobre sobre o acidente do marido e do filho... Em contrapartida, essa falta de familiaridade com cenas sentimentais acabou o ajudando a desenvolver o lado emocional do general-comandante durão (Cypher), que foi demonstrando sua preocupação de pai por Kitai de maneira gradativa na história - afinal, se ele é durão, não poderia desatar a chorar de uma hora para outra e isso ficou muito bem desenvolvido no enredo.

O enredo de Depois da Terra é muito legal, pois além de tratar do medo, ainda aborda a questão ecológica do mundo estar sendo desgastado pelo ser humano e também o tema família, com um pai que não sabia quase nada sobre seu filho e o filho que não conseguia ver em seu pai, nada além de um comandante...

Peter foi um divo em descrever toda a aventura de Kitai, enchendo cada página de adrenalina e explicando os acontecimentos futurísticos de forma super fácil de compreender. Os aspectos futurísticos foi um dos pontos altos da história e o final, quando Kitai finalmente consegue "desvanecer" e matar o Ursa, senti o êxtase da literatura tomar conta de mim *--* // Quando terminei, fiquei me perguntando se o final era rápido mesmo ou se era eu que tinha lido rápido demais, rsrs, mas estou tentada a achar que a segunda opção é a mais correta nessa situação.
Opinião final: A ideia original da história partiu de nossa lenda Will Smith, virou filme e logo em seguida foi adaptado para a literatura por Peter David. O filme é ótimo e o livro igualmente incrível, recomendo com certeza!
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