15 de set de 2014

Resenha - O Natal de Poirot

SINOPSE
Hercule Poirot
Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo barulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa póla de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas. Parece que todos tinham suas próprias razões para detestar o velho... “Você queria muito um ‘assassinato dos bons, violentos e cheio de sangue’. Pois esta é a história que escrevi especialmente para você.” – Agatha Christie
Sempre ouvi falar muito bem dos livros da Agatha Christie e apesar de ter ganhado três deles em 2010, nunca tinha os lido. “O Natal de Poirot” foi o primeiro que li da autora e minhas opiniões foram como a de todos: ela é a rainha do crime. Não tenho o hábito de ler livros policiais, até porque minha jornada de leitura nem é tão extensa assim, mas desta vez resolvi encarar e fiquei encantada com a genialidade da história de Agatha Christie.

Os livros dela já tiveram diversas tiragens e a capa do meu é bem simples, o close de um pinheiro de natal (sem enfeites); é bem básica, mas eu achei que combinou com o clima de suspense, de crime e isso me agradou bastante. A história é divida em sete partes, sendo cada parte um dia diferente do mês de Dezembro, do dia 22 ao dia 28.

Como citado na sinopse, o crime ocorreu na véspera de Natal e eu fiquei ansiosa para chegar neste dia e ver o crime acontecer. Foi fantástico! Fiquei maravilhada com a narrativa da autora, sempre deixando lacunas, mostrando trechos sem nunca culpar ou inocentar ninguém. Isso me deixou cheia de suspeitas, todos pareciam culpados, todos odiavam o morto de uma maneira e na tentativa de resolver o mistério antes do livro acabar, já fui logo escolhendo meus suspeitos...

Hercule Poirot é um personagem incrível, educado, gentil e de boas maneiras como uma pessoa com etiqueta deve ser, mas inteligente, sagaz e com a mente rápida como um detetive deve ser. Sempre que alguém lhe dirigia a palavra Poirot sorria e fazia gestos educados, mas quando suspeitava de algo, criava armadilhas em suas conversas de maneiras tão rápidas que até eu fiquei surpresa.

Enfim, descobri que para uma detetive, eu sou uma ótima cuidadora de cachorros xD . Não peguei nenhuma pista, só ia me dar conta das coisas quando os personagens diziam e frequentemente me esquecia de pequenos fatos explicados nas páginas anteriores, o que não é necessariamente ruim já que, se tudo fosse fácil de resolver, o livro não teria graça...

O enredo trás dois crimes, um roubo e uma morte. Se eles estão ligados ou não, é claro que não vou revelar senão estrago a surpresa, mas eu já tinha minhas hipóteses e trabalhei com elas até o final, ou pelo menos até o momento em que inocentaram meu suspeito, hahaha.

O desfecho da investigação foi de arrepiar e o caso teve uma reviravolta de primeira, com Poirot revelando o culpado de maneira certeira, encurralando-o e o acertando como o golpe de uma navalha. Amei a genialidade dessa história e pretendo investir nas demais obras da autora para minha estante.
Opinião final: Sem poderes sobrenaturais, sem criaturas míticas, sem terras encantadas... Somente a boa e velha logística do crime, e um detetive de ponta para desvendá-la! Amei, viciei. Recomendo até de ponta cabeça...
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