6 de dez de 2014

Resenha - Lua Azul

SINOPSE
Ever é agora uma imortal. Iniciada nesse mundo desconhecido e sedutor por seu eterno amado, Damen, está empenhada em conhecer e dominar suas novas habilidades, mas algo terrível começa a acontecer. Acometido por uma doença misteriosa que ameaça, inclusive, sua memória, Damen não percebe que seus poderes se estão esvaindo – enquanto Ever se sente cada vez mais forte. Desesperada para salvá-lo, ela viaja até a dimensão mística de Summerland, onde não apenas toma conhecimento da misteriosa história de Damen, brutal e torturante, mas também tem acesso aos segredos que regem o Tempo. Com a lua azul que se aproxima, anunciando uma oportunidade única de se projetar para o passado ou para o futuro, Ever é forçada a decidir entre voltar no tempo e impedir o acidente que tirou a vida de toda a sua família ou ficar no presente e salvar Damen, que parece definhar a cada dia.
Segundo livro da sério Os Imortais. Encontrei alguns pontos baixos no primeiro livro que esperei serem superados em “Lua Azul”, já que os escritores costumam evoluir de um livro para o outro, mas não foi o que aconteceu... A capa do livro é tão linda quanto a primeira e até minha sobrinha de 10 anos elogiou a arte, mas não posso dizer o mesmo do começo da história.

Lua Azul começa exatamente uma semana depois dos acontecimentos de Para Sempre. Ever está super superada de ter cessado a imortalidade de Drina e em uma semana já está com fogo debaixo da saia para transar com Damen, mas sempre desistindo na hora “H” só porque ele era um cara experiente e já tinha se envolvido com outras mulheres em seus “muitos” anos de vida. Francamente Ever, ou você é moralista ou você é fogueta, querer ser as duas coisas ao mesmo tempo soa meio falso pra mim :P –[E não se espantem pelo pequeno spoiler pessoal, esse é apenas o comecinho do livro, então não revelei quase nada].

Como a própria sinopse diz, Damen começa a se sentir estranho em Lua Azul e começa a dar falta de seus poderes, mas mais estranho do que ele se sentir estranho (trava-línguas, haha), é a Ever nunca se preocupar com ele... Esta foi a mesma falha que encontrei no primeiro livro, lembram? Sobre Ever nunca desconfiar ou ficar preocupada? Porque pelo amor de Deus, essa protagonista ou é marcha lenta, ou é burra mesmo. Os lapsos de que Damen não estava bem eram muito nítidos e até ele estranhou o fato de seus poderes não estarem funcionando muito bem...

#CreEmDeusPai, eu não posso com uma coisa dessas. Pior do que livro mal desenvolvido é personagem mal desenvolvido, a burrice deles sempre me irrita e no começo desse livro, eu me irritei bastante. Não li nem um quinto da história direito, quando larguei o livro num canto e fui ler outro da listinha de críticas... O afastamento foi bom para esfriar a cabeça, para tentar continuar com mais calma e clareza, e quando retomei a leitura estava bem mais receptiva para o que viria a seguir.

Depois do início lastimável do livro, me surpreendi com a repentina melhora que o enredo teve. A mente de Damen começou a dar piripaque e a agir como se fosse outra pessoa, Ever ficou numa preocupação colossal ao mesmo tempo em que tentava afastar o novo aluno Roman de seu pé... Este foi um período bem interessante de se ler, porém, como a série já se mostrou fraca desde o primeiro livro, não demorou muito para o enredo decair novamente.

Esperava algo muito melhor das viagens a Summerland, já que segundo a sinopse, lá se encontravam todas as respostas que Ever precisava saber... Na verdade, as descobertas de Ever foram tão insignificantes que fiquei me perguntando se a autora sabia o que estava fazendo na história ou se foi escrevendo qualquer bobagem que lhe veio à mente. Summerland não trouxe nada de revelador, nem mesmo a revelação do passado de Damen foi lá aquelas coisas – foi triste, porém, muito mal descrito no livro.

Alyson realmente estragou o próprio livro – que já não é lá aquelas coisas. Ela acabou com a personagem Ava, que parecia tão séria e centrada no primeiro livro, mas que nesse se mostrou tão frívola e babaca quanto Ever antes de virar médium. E o que dizer dos amigos da mocinha? Cheguei à conclusão que eles não são relevantes na história, que servem apenas para dar volume, pois não fizeram nada que prestasse no primeiro livro e continuaram assim em Lua Azul.

E é claro, não podemos nos esquecer do “grande evento” da lua azul, que só foi abordado de verdade no final do livro e que não prestou pra porcaria nenhuma, deixando o encerramento do enredo uma tremenda porcaria. Roman foi um personagem incrível, sagaz e muito bem construido, um dos poucos pontos fortes do enredo, e estava indo muito bem até abrir a boca no final da história, revelando o mais otário dos motivos para perseguir o casal – e indo embora no final como se nada tivesse acontecido, pois de repente, o motivo dele não o motivava mais. Posso com isso? õ.O

Sinceramente, alguns dizem que a autora deveria ter parado no primeiro livro, mas eu acho que nem deveria ter começado a escrever a série, pois ela definitivamente não tem nada original ou legal para preencher as páginas. Tem muita frivolidade na história e o final foi extremamente forçado com aquela receitinha de “vou impedir que eles fiquem juntos para render o livro seguinte”. Alyson Noël conseguiu estragar com a própria obra e com a própria personagem, pois Ever não evoluiu em nada nessa história e no final, só se mostrou tão burra quanto eu imaginei que era.
Opinião Final: Tão sem sal quanto o primeiro! Somente a doença de Damen e o personagem Roman foram as boas jogadas da história, pois de resto, foi uma bela porcaria... Não Recomendo!
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