27 de jun de 2015

Resenha - O Diário de Anne Frank

SINOPSE
O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seus diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.
Lançado em 1947, O Diário de Anne Frank tornou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O Diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.
Minha sobrinha de 11 anos comprou este livro depois de uma calorosa propaganda da professora dela, rsrs, fiquei super feliz e orgulhosa pelo interesse dela na leitura e mais feliz ainda ao vê-la adquirir (por conta própria) o seu primeiro livro.

Bem, a edição que eu li tem um belíssima capa prateada que me deixou apaixonada logo de cara. A fotinho da Anne tem um tamanho um pouco menor se comparada as outras edições, mas ainda assim gostei bastante!

Li resenhas excelentes sobre O Diário de Anne Frank na internet e criei uma expectativa colossal para esta leitura, mas quando terminei, admito que parte de mim ficou um pouco decepcionada por não ver muita coisa a respeito da segunda guerra. Mas vamos começar do princípio ou vocês não entenderão meu ponto de vista:

Como a sinopse explica, o diário de Anne é baseado na vivência da menina em ser judia e foragida do nazismo. Sua família, junto com a família van Dan, se esconderam durante a maior parte da guerra e Anne fazia questão de registrar todos os acontecimentos do lugar onde estavam abrigados (chamado de Anexo Secreto). O que me deixou um pouco decepcionada é que a sinopse faz parecer um relato mais direto a guerra e aos horrores nazistas, mas não é. Na verdade, O Diário de Anne Frank é um relato direto ao esconderijo deles e indireto à guerra, pois ela só sabia o que acontecia do lado de fora pelo rádio e pela boca de seus protetores.

Isso me deixou um pouquinha decepcionada, confesso! Baseada na sinopse eu esperei um pouco mais dos "horrores da perseguição" e do "Holocausto". Entretanto, apesar deste pequeno inconveniente, não pude deixar de gostar do livro, a leitura fluiu bem, não achei enjoativa e em alguns momentos foi até engraçada.

Anne é uma menina geniosa e muito egoísta no início do diário, mas fica nítido o quanto ela amadurece no decorrer do tempo de seu aprisionamento. Ela tem um talento notável para a escrita (apesar dos erros de ortografia e gramática dela terem sido corrigidos para a publicação do diário, o jogo de palavras dela é impressionante e invejável!) e não fiquei nenhum pouco surpresa ao ver qual era o sonho de Anne para depois da guerra...

Este foi outro ponto que me tocou: os sonhos! Anne Frank era uma menina repleta de sonhos e me cortou o coração saber que todos eles foram interrompidos. Por vários momentos me identifiquei com seus sonhos e seus pensamentos, e senti meu coração doer ao perceber que ela não tivera chance de concretizar nenhum deles... Que horror! Absolutamente que horror! Acho que ninguém, por mais mesquinho que seja, merece um fim como o dos judeus nos campos de concentração... Aquilo foi algo triste e cruel :(

E falando em mesquinhos, muitos leitores abandonaram a leitura devido ao egoísmo de Anne, mas eu afirmo que a mudança dela é realmente perceptível. O amadurecimento vai chegando e apesar dos sentimentos dela com relação a mãe não mudarem muito, é possível ver que ela se esforçava para ser uma pessoa melhor: dizia besteiras em um dia e se arrependia no outro, tentava corrigir seus defeitos e suportar os do próximo...

É claro que nem sempre ela era bem sucedida, acho que deve ser bem difícil ser "paciente, calmo e educado" quando se está aprisionado. Creio que nem eu conseguiria aguentar olhar para as mesmas pessoas todos os dias, por dois longos anos, sem nunca poder colocar os pés na rua ou o rosto muito próximo da janela... Acredito que, neste caso, qualquer coisinha fútil se tornaria motivo para brigas, desentendimentos e alterações de humor, não acham? E isso faz jus ao comportamento dos moradores do Anexo.

Outro ponto que gostei de nossa querida Anne, é sua inteligência. Que garota inteligente, pelo amor de Deus... Enquanto eu luto para aprender português e inglês, ela sabia holandês, alemão e estava aprendendo inglês, era aplicada aos estudos e a leitura. Senti inveja da inteligência dela, kkk.

Bem, confesso que minhas percepções deste diário não foram tão filosóficas quanto a de outras pessoas, não o achei tão "tocante e comovente" como muitos pregam por aí. E apesar de ter gostado do diário de Anne como um todo, confesso que foi o Posfácio que realmente me comoveu...

Nossa! Foram meras duas páginas que me fizeram lacrimejar, pois é no posfácio que vemos como os moradores do Anexo foram descobertos e o que aconteceu com cada um deles. Novamente digo: que horror! Absolutamente que horror! Que fim terrível, triste e cruel.
Opinião Final: Apesar de não conter coisas diretas sobre a segunda guerra, ainda assim é um livro interessante de se ler. A leitura flui muito bem e em alguns pontos é até engraçado. Vale a pena conferir!!
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