31 de jul de 2015

Resenha - O Duque e Eu

SINOPSE
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.
Capa apaixonante que muito me fez lembrar histórias de época e consequentemente, Orgulho e Preconceito (Jane Austen). Peguei o livro emprestado com uma colega de faculdade e apesar dela me recomendar com tanto afinco, confesso que gostei em partes, mas também me desagradei em partes...

Comecei a ler com uma deliciosa lembrança de Orgulho e Preconceito pairando em minha mente, mas fiz isso só pelo fato de adorar este romance, pois nunca tive intenção de comparar ambos os trabalhos, afinal eles não têm comparação. Jane Austen viveu na época em que se ambientou seu romance, sua escrita é antiga e faz jus ao período em que foi escrito e tal coisa não pode ser esperada de Julia Quinn, pois não viveram na mesma época.

Entretanto, achei que a tentativa de Julia em ambientar a história numa época mais antiga foi meio falha, não pela forma de escrever da autora, mas pela maneira com que ela compôs os personagens... A escrita moderna ajudou na hora da leitura, deixando tudo mais fluente e fácil de entender, mas achei que os modos de Daphne não se parecem em nada com uma dama inglesa de 1813, ela age como um garoto, resolve sair socando os caras que não gosta, sendo que qualquer um sabe que a sociedade naquela época era um tanto machista e conservadora.

E por falar em conservadora, esta é uma coisa que Daphne não é, pois para a minha surpresa descobri que O Duque e Eu não era somente um romance, que o livro também possui cenas +18 (juro que não sabia kkk), e descobri que nossa querida e virgem donzela não sente nem um pingo de vergonha durante sua primeira relação sexual e ainda se mostra bastante aberta a novas experiências em determinada parte do livro. Bem, francamente, isso também soa esquisito se levar em consideração que ela nunca tinha ouvido falar de sexo na vida...

Não gosto muito de ler conteúdo erótico, mas deixei isso passar para poder aproveitar um pouco o livro que me foi emprestado e para que eu não precisasse devolve-lo “intocado”. Então, julgando a história como um todo, achei o romance bem interessante, com algumas explosões de conflitos muuuuito legais que realmente me deixaram curiosa para conferir o capítulo seguinte.

Os detalhes dos personagens que não se encaixam muito bem à época podem ser ignorados se o leitor não tiver muitas referências sobre o tema, mas sou da opinião que a autora poderia ter estudado mais sobre o assunto, poderia ter se aprofundado mais para deixar tudo mais plausível...

Outro ponto negativo do livro é a velocidade com que os acontecimentos acontecem, O Duque e Eu possui ótimos eventos, mas que passam rápido demais para serem aproveitados, não dá para aproveitar a adrenalina do momento direito pois ele some tão rápido quanto aparece. A impressão que tive, era de que tinha muita coisa para acontecer até que o casal ficasse finalmente junto e por isso, essas coisas precisavam acontecer depressa... Fiquei triste por não poder aproveitar direito esses eventos legais, minha empolgação pelo duelo envolvendo o duque não durou quase nada, mal pude aproveitar o cortejo de mentirinha se tornar num cortejo real e eu tive a terrível sensação de estar lendo uma fanfic mal construída ao invés de um livro propriamente dito.

Entretanto, apesar de eu estar apontando algumas coisas negativas aqui, se eu dissesse que não gostei do romance estaria mentindo descaradamente. Apesar dos pontos citados acima eu gostei das brigas, do conflito do duque em diversos momentos, do barraco envolvendo os irmãos de Daphne e das mudanças de convicção de Simon – mesmo que tenham acontecido rápido demais. A história tem os seus pontos interessantes e legais, só não foram explorados com tanto empenho.
Opinião Final: Bom romance, os personagens não possuem uma boa caracterização da época e a construção do enredo ficou estranha e corrida em todos os sentidos, mas ainda assim é um romance interessante de se ler. Recomendo para maiores de idade.
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Um comentário:

  1. Oi, tudo bem?! Conheci seu blog e gostei muito, já segui o blog, o twitter e também curti a página no facebook. Sucesso!

    Nunca li romances históricos (me julgue) , mas quero muito ler um para experimentar. Esse parece ser uma boa pedida.

    Adorei a resenha.

    Abraços do Dan :)
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