11 de jan de 2016

Resenha - O Agente

SINOPSE
Na esteira da III Guerra Mundial, o mundo decidiu, como nunca antes, eliminar a guerra. Milhões de pessoas morreram no último conflito, e países inteiros foram destruídos. Agora, todas as nações concordaram em remover a mais séria ameaça à paz mundial. A solução? Proibir a religião.
SEM RELIGIÃO, A PAZ REINA NA TERRA.
Paul Stepola desempenha um papel fundamental na repressão mundial aos extremistas religiosos. Como um agente trabalhando para a Organização Nacional da Paz, Paul sente a maior satisfação em seu trabalho. Para ele, não é suficiente que a lei tenha obrigado os fiéis a permanecerem na clandestinidade. Com recursos ilimitados à sua disposição, está determinado a descobrir os fanáticos religiosos... e destruí-los.
A busca leva-o a revelações surpreendentes. Ocorrem eventos sobrenaturais que ele não é capaz de explicar. O movimento religioso clandestino diz que são milagres. Paul classifica-os de conspirações. Mas quando um evento assim o envolve pessoalmente, Paul não pode mais negar a verdade.
Quando o mundo descobrirá o clímax espantoso desses acontecimentos? Quando as nações saberão que estão experimentando um novo começo... O princípio do fim?
Ganhei de aniversário no ano passado, mas como possuo muitos livros para ler, acabei demorando para começar a leitura deste... O Agente é o primeiro livro de uma trilogia, escrita por Jerry Jenkins, o mesmo criador de "Deixados para Trás". Possui uma capa bonita, que aos meus olhos pareceu condizer com o mistério e o cenário descrito pela sinopse.

Diferente da série Deixados para trás, esta trilogia não se passa durante a Grande Tribulação descrita na Bíblia. Aqui o cenário é outro, é um mundo pós terceira guerra mundial onde toda e qualquer manifestação religiosa fora proibida: cultos ou qualquer outra cerimônia religiosa, bíblias, histórias, sermões, imagens, símbolos e ícones religiosos... Tudo estava proibido, sobre pena de prisão e até de morte, dependendo da ilegalidade. Até mesmo as definições de tempo a.D. e d.C. estavam fora de uso, sendo substituídas por P3 (Pós 3ª Guerra).

Achei interessante a cara nova que Jerry deu ao nosso mundo. A tecnologia encontra-se bem avançada em muitos sentidos e a população é regida sobre a premissa de que religião leva a guerra e que por isso ninguém poderia ter uma crença, ninguém poderia ter fé!

Paul Stepola é o nosso protagonista, que no início da história está mais para um vilão do que para um mocinho. Com PhD em estudos religiosos, Paul utiliza todo seu conhecimento para caçar os grupos religiosos clandestinos, que ousavam se reunir mesmo sobre a proibição da lei. Ele logo é escalado para investigar os estranhos fenômenos que aconteciam nos Sete Estados Unidos da América; muitos ousavam dizer que eram milagres, mas a Organização Nacional da Paz (ONP) logo abafava tais argumentos para que não saíssem na mídia e aos olhos de Paul, tudo não passava de uma conspiração.

O livro é bem emocionante. Começando com uma cena de assassinato chocante, o autor nos guia por páginas e mais páginas de perseguição e morte aos cristãos, tudo muito bem escrito e com direito até a lança-chamas. Os eventos que Paul precisa investigar são tão diferentes, que numa primeira leitura você não entende direito o que está acontecendo, é preciso ler o parágrafo novamente para entender a dimensão do "milagre" para finalmente conseguir imaginá-lo.

No meio do livro há um espaçamento maior entre um clímax e outro, dá uma leve murchada no quesito "emoção", mas depois de alguns capítulos volta a fervilhar com novos acontecimentos e "milagres". E o final é de cair o queixo...

Gostei bastante da forma de escrever de Jerry Jenkins, ele não se prolonga em coisas desnecessárias e o desenrolar dos acontecimentos é rápido, fazendo com que haja um evento interessante atrás do outro na história... Os personagens são bem legais também, é impossível não gostar de Paul, que precisa tomar decisões beeem difíceis e importantes no decorrer do enredo; em contrapartida, é impossível não odiar o seu sogro Ranold, com sua raiva descomunal pela religião e por qualquer um que a pratique; Bia Balaam é tão cruel e odiável quanto Ranold, com uma criatividade para matar e inventar mortes sem precedentes, uma mulher perigosa e que provavelmente trará muitos problemas a Paul no decorrer da trilogia.

Dos personagens secundários, gostei bastante de Straight e Arthur. Jae (a esposa de Paul) me cativou em determinados momentos, mas não teve uma participação muito importante neste primeiro livro; pelo atual estado de seu casamento, acredito que ela terá uma presença mais marcante no futuro.

Outro ponto forte do livro, foram as ligações que o autor fizera entre elementos da história e os versículos bíblicos, fazendo com que tudo tenha um sentido de existir e de acontecer. Minha ligação preferida, foi entre o personagem Paul e o apóstolo Paulo, na bíblia; suas histórias são muito semelhantes, é como se Jerry tivesse colocado o apóstolo Paulo nos tempos modernos e achei isso genial.

Não sei mais o que comentar sem dar mais spoiler da história, hahaha. Então vou encerrar por aqui, frisando que o final é muito bom e que certamente o fará desejar pelo próximo livro...
Opinião Final: Adorei! Para os que procuram uma boa ficção cristã/evangélica, aqui está um excelente livro. Vale muito a pena a leitura, não vejo a hora de começar o próximo livro...
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2 comentários:

  1. boa noite , ganhei o terceiro livro da serie , gostaria de saber se é preciso ler os 2 primeiros para ler esse ultimo ?

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    1. Oi Fernanda, você vai precisar ler os outros livros sim. A história é bem corrida e se vc ler direto o último, pode não entender muito bem os acontecimentos ou os personagens...
      Vale a pena ler desde o começo, é uma trilogia muito legal!!
      Beijos e obrigada pela visita.

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