28 de abr de 2016

Resenha - O Visconde que me Amava

SINOPSE
A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será
Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.
Primeiramente, preciso dizer que o estilo de capa escolhido para esta série é lindo, uma capa consegue ser mais encantadora que a outra e tudo o que posso fazer é babar, rsrsrs. O Visconde que me Amava é o segundo volume da série os Bridgertons, que peguei emprestado com a Jenny do blog Na Estante.
A partir da sinopse, coloquei uma expectativa enorme na história e não me decepcionei; Julia Quinn colocou tudo o que eu esperava e um pouco mais, me deixando extremamente apaixonada por Anthony e Kate 👫

Eu gosto de histórias com o clichê "ódio que vira amor" e por isso, aproveitei bastante o livro. Gostei de muitas coisas no enredo, a começar pelo amor entre as irmãs Sheffield: Kate é meia irmã de Edwina e apesar de não ser tão linda e admirada quanto a caçula, ela a ama de tal forma, que zela fervorosamente para que a menina encontre um marido realmente bom e seja feliz; Edwina por sua vez, ama tanto a irmã mais velha, que confia totalmente em seu julgamento sobre os seus pretendentes.
Tenho irmãs e me dou muito bem com elas, por isso tenho um carinho muito especial por irmãos que verdadeiramente se amam nas histórias. Amei o relacionamento das duas e o quanto Kate estava disposta a arranjar um bom marido para a irmã, mesmo que ela própria também estivesse debutando.

Anthony é um homem adorável, queria se casar com a mulher que cumprisse certas condições pessoais e achou que Edwina seria a garota perfeita para o seu matrimônio. Entretanto, para ganhar o "sim" da caçula, o Bridgerton precisaria conquistar a aprovação de Kate, que realmente era dura na queda... A partir disso, brigas e discussões acirradas é o mínimo que se pode esperar dentre eles.

O romance é lindo. Achei que a história poderia ter terminado pouco depois do casamento, mas a autora deixou pontas soltas para serem amarradas no final (depois do casório) e por isso, a graça da história se perdeu um pouco no fim do livro. Mas devo lembrar que isso não afeta negativamente a história, amei o livro de coração, diferente do primeiro que me deixou incomodada com algumas coisas.

Neste volume, a história não está apressada como no livro anterior, as coisas acontecem com muito mais calma e é possível aproveitar cada momento. A estruturação ficou muito melhor também, Kate se comporta como uma dama da época em que foi colocada e apesar de também ser um romance adulto, O Visconde que me Amava tem muito potencial em seu enredo e isso fez com que as cenas eróticas fluíssem com naturalidade, não parecendo forçado.

Anthony é realmente apaixonante e se tornou o meu Bridgerton preferido. Pude me aprofundar bem mais em quem realmente é "Anthony Bridgerton", quais são suas qualidades, seus defeitos e seus temores. Se é realmente possível se apaixonar por um personagem fictício, estou inclinada a pensar que estou me apaixonando por ele 😍 💜 💜 💜

Agora, sobre a autora ser considerada a Jane Austen contemporânea, só posso dizer uma coisa: só que não! Julia Quinn tem ideias legais para seus romances e a família Bridgerton é cativante, mas sua estruturação à época escolhida possui falhas e sua forma de desenvolver o enredo está longe de ser como a da autora inglesa. Jane não escrevia somente romances, também fazia críticas sagazes a sociedade de sua época, enquanto Julia foca-se 100% no romance. Escrever histórias de época não faz de ninguém uma Jane Austen, ela marcou sua época com sua ousadia ao escrever e criticar a sociedade, e em minha humilde opinião, é preciso se esforçar e trabalhar muito duro para se igualar a ela.

Espero do fundo do coração que as próximas histórias sejam como esta.
Se forem, irei amar Julia Quinn para sempre...
Opinião Final: Muitíssimo melhor do que o primeiro, adorei, amei, me apaixonei... Difícil escolher a palavra certa. Recomendadíssimo!!!
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