29 de abr de 2016

Resenha - Um Perfeito Cavalheiro

SINOPSE
Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu.
Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles.
Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres.
O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível.
Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.
Por onde começar?
Iniciei a leitura com uma prazerosa lembrança do livro anterior e confesso que esperava que o nível deste livro fosse o mesmo de O Visconde que me Amava. Entretanto, me decepcionei e não foi pouco...

A capa é linda e a história, como a própria sinopse sugere, é uma releitura de Cinderela, mas com os Bridgertons. Os capítulos iniciais nos trazem a cena da menininha bastarda Sophie, que sofre nas mãos da madrasta até os seus 20 anos; grande parte desse sofrimento não provem de "ter uma madrasta", mas sim de "ser uma bastarda". Bastardos não são dignos de serem reconhecidos como herdeiros de nada e são uma vergonha para aquelas que são as verdadeiras esposas do suposto pai, por isso a madrasta decidiu virar o jogo a seu favor e a transformou em sua criada... Depois de ter sofrido pelo simples fato de ser uma filha bastarda, Sophie decide que nunca seria amante de ninguém, tornando este o seu princípio mais precioso.

O romance em si tem início três anos depois, como dito na sinopse, quando Benedict a reencontra e a salva de alguns bêbados. Minha leitura corria bem até este momento, mesmo que o enredo não tivesse apresentado nada de tão interessante até este ponto, mas a partir daqui, as coisas começaram a ficar estranhas...

Benedict parecia ser um excelente personagem, começou a se "apaixonar" por Sophie e a desejá-la em sua cama. O que começou a me irritar é que ele não se apaixonou por ela com o coração, se "apaixonou" com o pênis, pois mesmo pedindo-a para ser sua amante e ela tendo recusado, mesmo quando conheceu o princípio mais precioso dela e a elogiou por defendê-lo, ainda assim ele pedia e insistia para que ela fosse sua amante... Pra ferrar com a pouca admiração que tinha pelo personagem, vale salientar que ele tentou transformá-la em sua rameira particular, oferecendo um teto, joias e roupas em troca dos prazeres sexuais.

Aí eu me pergunto, onde está o perfeito cavalheiro? Não sei o que a autora realmente tentou fazer aqui, mas achei Benedict um porco ridículo na maior parte do livro.
Ele tentou coagi-la, assediá-la e chantageá-la, mesmo quando sua resposta ao pedido de amante foi NÃO. Nem em um milhão de anos posso achar que esse tipo de coisa é um romance, se ela quisesse aceitar os termos dele teria aceitado, mas qual parte do não esse otário não entendeu? É ridículo.

Atração sexual não é amor, não é romance e girar o enredo envolta de um desejo sexual de Benedict foi no mínimo lamentável. Ele achou que estava fazendo muito por ela ao transformá-la em sua amante, mas que honra tem em transar com um homem que nunca lhe pedirá em casamento (e este era o desejo dela), correndo o risco de ser deixada as moscas caso ele se cansasse de usá-la?
Honrada nesta história é a Sophie, que se manteve firme e recusou até o fim. Ela se apaixonou por ele desde o primeiro momento, mas não deixou que isso rompesse seus princípios...

Somente no final, Benedict volta a ser gente e a agir como homem, transformando o fechamento do livro em algo "tolerável" em minha opinião.
Pensei que o livro não ia terminar nunca, os atos de Benedict me irritaram profundamente (e olha que eu nem sou uma ativista feminista, não sei qual seria a minha reação se fosse), e eu já estava com raiva dessa leitura... A única coisa que me faz continuar a série, depois da decepção desse volume, é o suspense feito sobre Lady Whistledown, a colunista de fofocas que nos acompanha desde o primeiro livro. Creio que ela será abordada no próximo livro e estou realmente curiosa para descobrir sua identidade.
Opinião Final: Eu ia dizer que achei chato, mas acho que a palavra certa seria DECEPCIONANTE. Já estava ficando irritada com a leitura, achei que não iria acabar nunca... Benedict me irritou em muitos sentidos, queria ter aproveitado melhor a história, mas não consegui!
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