29 de ago de 2016

Resenha - Divergente

SINOPSE
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.
Amei a capa, tem cores legais e uma ilustração diretamente ligada ao enredo. Divergente é o primeiro livro de uma trilogia escrita por Veronica Roth, este também é outro livro que conheci e me encantei através da adaptação cinematográfica, rsrs. Assisti, achei a proposta bem legal e comprei o livro assim que possível para acompanhar a história de Beatrice direto da fonte.

Nascida e criada na Abnegação, Beatrice (Tris) está prestes a fazer uma das escolhas mais importantes de sua vida: permanecer numa facção que não se encaixa e viver com sua família, ou mudar de facção e nunca mais poder vê-los de novo...

O sistema de facções foi a primeira coisa que me interessou no enredo. São cinco no total, fundadas logo após uma grande guerra, com base em algo que que acreditavam ter sido o precursor da guerra: Abnegação (fundada por aqueles que culpavam o egoísmo), Amizade (fundada por aqueles que culpavam a falta de companheirismo e as desavenças), Audácia (fundada por aqueles que culpavam a covardia e o medo), Erudição (fundada por aqueles que culpavam a ignorância) e Franqueza (fundada por aqueles que culpavam a mentira).

Existem também os chamados sem facção, considerados a escória da sociedade por não estarem engajados a nenhuma facção. Tornar-se um sem facção era o temor de qualquer um e logo no início do livro, vemos que Tris não estava isenta deste medo. Engajar-se numa facção é a coisa mais importante a se fazer, seja na sua facção de origem ou em uma nova, qualquer outra opção é inconcebível.

Eu gostei bastante da história, achei o enredo super interessante, a escrita é fácil e a leitura bastante prazerosa. Muitos leitores tentam comparar Divergente com Jogos Vorazes, mas acredito que não há comparação, cada obra é única e deve ser degustada individualmente, sem comparações desnecessárias, não é só porque são distopias que as trilogias devem ser comparadas como se uma fosse copiada da outra.

Voltando ao enredo, gostei bastante da personagem principal, é determinada sem ser exagerada e graças a Deus não é chata como outras personagens teen que já acompanhei 😳 . Mas apesar de ter sintonizado bem com a Tris, não curti muito os supostos "amigos" que ela fez no decorrer do livro. Diferente do filme, a atitude deles no livro me deixou enervada e apesar da coitada da Tris insistir que eles eram seus "amigos", não achei que eles mereciam esta posição - com exceção de Uriah, achei ele um amorzinho.

O suspense da sinopse sobre a protagonista ser uma Divergente foi um pouco desnecessário, em minha opinião, pois o drama "divergente" ficou bem apagado enquanto a Audácia roubou a cena no livro todo. Achei a facção da Audácia incrível e gostei muito de conhecer seu interior, em contrapartida, Tris é uma divergente, mas não é possível ver nada de especial ou de super legal a respeito disso neste livro, acredito que este será o enfoque do próximo volume e estou ansiosa para lê-lo 💖 💖

Adorei o final e fiquei com gostinho de quero mais, em breve trarei a resenha do próximo volume!
Mensagem: A trilogia Divergente é uma distopia, ou seja, uma realidade humana modificada onde se vive em condições de extrema opressão, desespero e/ou privação, a fim de passar-nos uma mensagem crítica da sociedade... Dotados de um sistema de facções, Tris não tem liberdade para escolher, para ir aonde quisesse ou para ser diferente, pois uma vez escolhida a sua facção, não poderia entrar no domínio das outras e nem tampouco agir de maneira diferente da que era exigida. Sendo assim, percebi ao final do livro que Tris não lutava apenas pela sua própria sobrevivência, mas também pela liberdade de ser diferente, de pensar diferente e de se importar com outras pessoas que não as da própria facção; isso era tudo o que o "sistema governamental" não permitia, isso era ser divergente (apesar dessa parte da trama ficar apagada neste livro)... Em resumo, tudo isso me trouxe a mensagem de que devemos valorizar nossa liberdade de expressão, de ir e vir, de acreditar no que quiser; o Brasil está longe de ser o país perfeito com um governo apropriado, mas ainda assim temos a liberdade que muitos outros países não têm! VALORIZE-A.
Opinião Final: A.M.E.I. A leitura foi super gostosa e eu adorei conhecer os sistema de facções e a audácia por dentro... O final foi bem eletrizante também.
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