12 de jun de 2016

Resenha - Os Colegas de Anne Frank

SINOPSE
Anne Frank foi apenas uma das alunas que desapareceram da sala de aula do Liceu Judaico de Amsterdã, em 1941. Ela estava entre outras quinhentas crianças que os nazistas segregaram do resto da população holandesa. O destino de Anne é conhecido, mas e o dos outros estudantes que, a cada semana, deixavam a sala de aula mais vazia?
É essa pergunta que leva Theo Coster, um dos colegas de turma de Anne, a procurar os sobreviventes. De diferentes partes do mundo, inclusive do Brasil, seis colegas do Liceu se reúnem e rememoram mais de sessenta anos de história. Nessa conversa, descobrimos seus passados de guerra, as dificuldades que todos enfrentaram e a relação que tinham com Anne Frank.
Theo Coster nos revela não somente uma nova face de Anne Frank, mas também histórias de ingenuidade e luta pela sobrevivência durante a Segunda Guerra Mundial.
Depois de ler O Diário de Anne Frank, não pude deixar de conferir este livro para conhecer mais testemunhos dos que presenciaram o Holocausto. Gostei da aparência do livro, ganhei um exemplar de uma livreira que estava se desfazendo de sua estante e fiquei feliz em ver o quanto ele estava conservado.

Como a própria sinopse sugere, Theo Coster é um sobrevivente da Segunda Guerra, que contatou e reuniu outros sobreviventes para um documentário chamado "Os Colegas de Anne Frank". Todos são ex-colegas e todos estudaram com Anne Frank no Liceu Judaico, e depois do documentário pronto, o conteúdo foi transcrito em livro e eis aqui a obra. :)

O conteúdo na verdade narra o encontro do autor com os demais colegas e sobreviventes. Acredito que a história dos sobreviventes poderia ter sido mais aprofundada, achei as perguntas do Theo meio bobas e superficiais na maior parte do tempo. Graças a Deus, ele (o autor) conseguiu refúgio com uma boa família e nunca foi mandado para um campo de concentração, mas os demais deveriam ter muitas coisas para dizer sobre os campos a que foram enviados.

No fim das contas, a única história bem contada no livro é a dele própria, que não tinha quase nada a dizer já que obteve um bom refúgio, e acabou deixando O Colegas de Anne Frank enfadonho em algumas partes. Entretanto, no geral achei o livro interessante, a leitura é fácil e rápida.

Com relação a Anne Frank, o próprio autor revela que apesar de ter estudado com ela, nunca manteve muito contato ou relações. Albert também não tinha muito contato com ela, entretanto, Hannah, Jaqueline e Nanette eram grandes amigas de Anne, sendo que a primeira a encontrou no campo de concentração de Bergen-Belsen e falou coisas bem interessantes.

Nanette foi a melhor em minha opinião, pois além de se encontrar com Anne no campo de Bergen-Belsen, ela relatou com muito mais ênfase o encontro e o estado em que ela se encontrava. Confesso que chorei nesta parte, é uma pena que o autor não tenha se aprofundado nisso, mas descobri que ela publicou um livro contanto sua história e fiquei louquinha para lê-lo.

Achei que o autor se prendeu a coisas muito bobas durante a conversa, como: o que achavam da Anne, como era o relacionamento com a Anne, quem lembrava da festa de aniversário dela (o aniversário em que ganhou o diário). Alguns leitores acharam uma tentativa forçada de criar um "elo" entre eles e a famosa Anne Frank, e confesso que também tive esta impressão, o que acaba sendo desnecessário já que dos seis sobreviventes reunidos, todas as meninas eram realmente próximas dela...
Opinião Final: Gostei de conhecer outros testemunhos do Holocausto, mas achei que as tentativas do autor em criar um elo entre eles e a Anne foi meio forçado. Se tivesse focado mais nos testemunhos e nem tanto no que os colegas achavam dela, acredito que o livro teria um conteúdo muito mais interessante... Mas vale a pena conferir, em especial pelos relatos de Nanette sobre Bergen-Belsen.
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