31 de ago de 2016

Resenha - Entrevista com o Vampiro

SINOPSE
Uma história que começa com a ousadia de um jovem repórter ao entrevistar Louis de Pointe du Lac, nascido em 1766 e transformado em vampiro pelo próprio Lestat, figura apaixonante que terminará, ao longo da série, arrebatando multidões como cantor de rock. Louis, esse vampiro que se recusa a livrar-se das características humanas e aceitar a crueldade e a frieza que marcam os vampiros, continua a contar a história desde o início. É um mundo de uma fantasia impressionante, um mundo gótico, romântico, esse criado por Anne Rice e traduzido por Clarice Lispector. O texto da autora americana não poderia ter melhor intérprete, talvez mesmo cúmplice.
A capa não se mostrou atraente aos meus olhos e não me chamou nem um pouco a atenção. “Entrevista com o Vampiro” narra a vida de Louis de Pointe du Lac, que resolve se abrir para um jornalista do mundo moderno, contando desde a sua transformação, até sua viagem pela Europa e a peregrinação atrás de outros vampiros.

Anne Rice é reconhecida mundialmente por seus livros vampirescos, conhecida até como a rainha do gênero vampiro e este, é o primeiro livro de suAs Crônicas Vampirescas. Para quem gosta de vampiros mais tradicionais, os livros de Rice são certamente a melhor pedida... Desta obra em especial, destaco quatro nomes: Louis, Lestat, Armand e Cláudia, dos quais falarei mais abaixo.

Quando comecei a ler o livro, admito que não estava gostando. Até o momento em que Louis é transformado por Lestat a história ainda não tinha me envolvido ou impressionado, estava tendo uma péssima leitura, então resolvi dar um tempo, esfriar a cabeça e quando retomei a leitura - agora com o ânimo revigorado - me deliciei com essa história incrível... Não sei se acontecesse com vocês, mas comigo isso acontece muito: as vezes a mente está tão turbulenta/cansada que não consigo aproveitar o livro que tenho nas mãos, então preciso fazer uma pausa para relaxar e quando retorno, estou bem mais receptiva para a história (a não ser que o livro seja realmente chato, aí não tem mandinga que resolva rsrs).

Enfim, retornei a leitura e aproveitei muito a história de Louis. Muitos leitores o detestaram devido a sua melancolia e seus dilemas internos, mas ele é certamente um dos meus preferidos do livro justamente por isso. Gostei dessa jogada do vampiro que não quer se render aos seus instintos, que não quer perder a sua humanidade e por isso se corrói com os dilemas de bem e mal, vida e morte, maldição e redenção, mortal e imortal, assassinato e tempo... Eu realmente gostei desse Q filosófico que Rice inseriu na história, o que me fez amar o Louis.

Ao contrário dele tem Lestat, o responsável por sua transformação, um vampiro sádico, cruel, que vive a imortalidade sem arrependimentos e sem importar-se com suas consequências. Tenho que confessar que ele não me impressionou e até certo ponto, o achei um personagem bem mala... Me sinto até um ET ao dizer isso, visto que 9 entre 10 leitores prefere o Lestat ao invés do Louis, rsrs , mas descobri que o próximo livro dAs Crônicas Vampirescas é sobre ele, quem sabe esta não seja minha chance de mudar de ideia 😜😜

Seguindo a sequencia de nomes que dei lá em cima, temos Armand, um vampiro bem mais velho e poderoso que Louis, mas que se afeiçoa a sua melancolia e seus questionamentos, passando assim a desejá-lo como companheiro para a eternidade. Anne não demonstra todo o poder de Armand neste livro, mas deu a entender que suas habilidades são poderosíssimas, ainda mais se colocar em destaque o estranho hipnotismo e magnetismo que ele exerceu sobre Louis... Este é outro vampiro que ganhou um livro solo e que eu ainda vou conferir.

Por último, mas não menos importante temos Cláudia, uma vampira incrível e minha segunda personagem favorita, que me encantou e me assustou com a mesma proporção, pois o que ela tinha de fofura, também tinha de macabra... Cláudia é o amor de Louis durante todo o livro (talvez não da forma que você está pensando, rs) e ao meu ver, o enredo bombou depois que ela surgiu, mantendo-se no auge até que.... Bem, não vou contar esta parte, senão estragarei o final... Que tal conferir você mesmo? 😋
Mensagem: apesar de abordar vários assuntos interessantes no decorrer da história, ouso dizer que a principal mensagem do livro esta na palavra "vida". Vejo muita gente dizer que "queria ser um vampiro", que "queria viver para sempre" e apesar de achar essas criaturas fantásticas, me pergunto se a imortalidade realmente vale a pena... Ao final da história, pude ver através de Lestat, Armand e até mesmo do próprio Louis que não, a eternidade não vale a pena. Talvez durante um tempo ela se apresente como algo incrível, mas que vantagem há em continuar a viver quando todos os que você ama morrem? E mesmo que você encontre novos amigos e amores, a cada vida que se vai leva um pedacinho de você, até o momento em que não resta mais nada, você não mais "vive", apenas "existe"... Acredito que a mensagem do livro, apesar de usar criaturas tão incríveis, seja a favor da vida. VIVA, disse Anne Rice através de seu livro, NÃO APENAS EXISTA, VIVA! Aproveite o seu hoje, os seus amigos e familiares, troque carinhos, beijos e amor, pois vale mais uma vida curta sem arrependimentos do que uma imortalidade na solidão e cheia de pesares.
Opinião Final: Amei, recomendo muitooo, vale realmente a pena conferir. Os personagens são envolventes, muito bem construídos e Cláudia dá o clímax que a história merece 💓
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