27 de dez de 2016

Resenha - Sonho de Uma Noite de Verão

SINOPSE DO SKOOB
"Numa noite de verão, num bosque, quatro jovens enamorados encontram-se e desencontram-se: Lisandro ama Hérmia que ama Lisandro e é amada por Demétrio, que é amado por Helena; depois, Demétrio ama Helena, que ama Demétrio e é amada por Lisandro, que é amado por Hérmia. Na manhã seguinte, tudo se resolve, e há um casamento triplo, pois casam-se também o Duque de Atenas e a Rainha das amazonas. Na festa, no palácio do Duque, apresenta-se uma peça de teatro amador, escrita e encenada por trabalhadores locais. É hilariante de tão ruim a "comédia trágica", que teve ensaio naquela noite de verão, naquele bosque, habitado por fadas e duendes que têm seu Rei e sua Rainha, que disputam a guarda de um menino indiano, e por isso esta Rainha apaixona-se, naquela noite de verão, por um mortal com cabeça de burro.
Ação e movimentação, paixões e casamentos, brigas e reconciliações, equívocos e finais felizes. É um Shakespeare muito divertido e nada trágico, um "sonho" originalmente escrito para uma festa de casamento na vida real."
Já havia lido este livro há alguns anos, mas resolvi relê-lo para escrever uma resenha mais consciente e não baseada numa memória distante. Entretanto, minha reação com a releitura não contradisse minhas lembranças, gostei muito de Sonho de Uma Noite de Verão, assim como da primeira vez que o li.

Escrita por volta de 1590, esta comédia teatral narra o relacionamento de dois jovens chamados Hérmia e Lisandro, que decidem fugir por serem impedidos de se casar. Egeu, pai de Hérmia, prefere que a filha se case com Demétrio, que também a ama e é amado por Helena. Entretanto, Hérmia revela seu plano de fuga à melhor amiga Helena, que por sua vez, revela o segredo a Demétrio a fim de ganhar o seu afeto. E no momento da fuga, o casal de enamorados é seguido por Demétrio e ele, é seguido por Helena.

Os quatro jovens entram em uma floresta povoada por elfos, fadas e outros seres encantados. Ali caminhava o Rei dos Duendes, Oberon, que juntamente com seu elfo Puck, arma um plano extraordinário com a intenção de pregar uma peça em Titânia, Rainha das Fadas. No entanto, sua brincadeira sai do controle, fazendo da história um emaranhado de encontros e desencontros, feitiços e brincadeiras, amores e desamores.

A parte mais complexa da história, é relacionar corretamente os personagens, que são muitos e podem deixar o leitor um pouco confuso. Feito isso, basta apenas se deliciar com esta comédia leve e divertida, uma leitura rápida para um dia pacato.

Na edição que li (adaptada por Ana Maria Machado) tem uma explicação muito bacana sobre a mitologia da época (que resultou nos elementos de fantasia, que a primeira vista parecem modernos demais para uma história tão antiga) e sobre o midsummer (o dia de São João, bastante festejado na época de Shakespeare), que me deixaram mais à vontade com o ambiente da história.
Mensagem: Acho difícil retirar algum tipo de reflexão de uma história de comédia, mas depois de muito pensar, percebi que a história fala um pouco da vida, das consequências que alguns erros podem ter, culminando em enormes problemas. Puck enfeitiçou as pessoas erradas e acabou por criar uma série de problemas e na cena final, este mesmo personagem nos trás um discurso sobre tomarmos todos os acontecimentos lidos como um sonho. Isso me fez pensar que, por mais complicada e confusa que seja uma situação. uma hora as coisas se resolverão e quando se resolverem, não devemos ficar a pensar nas coisas ruins que aconteceram, devemos tomá-las como um sonho, como um Sonho de uma Noite de Verão.
Opinião Final: É uma história muito divertida, gostei bastante de lê-la, vale a pena conferir.

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