17 de jun de 2017

Resenha - O Restaurante no Fim do Universo


O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante no Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal?
A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da Galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao Restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível.
O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com o surpreendente O Guia do Mochileiro das Galáxias, mostra os cinco amigos vivendo as mais inesperadas confusões numa história cheia de sátiras, ironia e bom humor.
Com seu estilo inteligente e sagaz, Douglas Adams prende o leitor a cada página numa maravilhosa aventura de ficção científica combinada ao mais fino humor britânico, que conquistou fãs no mundo inteiro. Uma verdadeira viagem, em qualquer um dos mais improváveis sentidos.
Continuando a história de onde O Guia do Mochileiro das Galáxias havia parado, o segundo livro nos leva a uma viajem pelo universo, junto a Arthur, Ford, Trillian, Marvin e Zaphod, em busca do Restaurante no Fim do Universo. Após serem atacados pelos abomináveis Vogons, Zaphod Beeblebrox se vê obrigado a invocar o bisavô morto para ajudá-los, e é aí que a aventura deste segundo volume começa, com situações tão bizarras quanto o primeiro, mas, no fim das contas, bem inferior também.

O livro é repleto de novos acontecimentos e empreitadas, principalmente de Zaphod, que tenta se lembrar de qual era seu real objetivo ao roubar a nave de improbabilidade, a Coração de Ouro. Entretanto, as coisas acontecem tão depressa e com tão pouca profundidade e importância, que fiquei me perguntando porquê estavam ali.

O título do livro, assim como o final do volume anterior, sugere que o restaurante no fim do universo é o foco central desta continuação, mas fiquei desapontada ao perceber que, na verdade, ele era apenas mais uma ideia "jogada" no livro, sem apresentar um propósito ou um acréscimo pra história. E falando em história, vale dizer que ela evoluiu muito pouco apesar de tantos acontecimentos. Zaphod tem uma missão (da qual ele não se lembra no inicio, mas depois, acaba descobrindo) e quando vi o desfecho dela senti raiva, porque não serviu pra nada, não revelou nada, foi uma completa perda de tempo.

Encontrei um ou outro argumento contra Deus, apenas um reflexo da crença do autor, pois, caso alguém ainda não saiba, ele era ateu. Contudo, não é nada que ofenda ou afaste os leitores religiosos,  Douglas Adams esboça sua crença ateísta, mas não é grosseiro e eu achei isso muito bacana desde o primeiro livro. Portanto, se você é cristão e sente vontade de ler a série, pode ler sem medo.

Nossa! Não quero ser malvada ao dizer isso, e me perdoe caso tenha gostado do livro, mas eu realmente fiquei decepcionada com o que encontrei aqui. A história ficou sem objetivo, tornando-a totalmente descartável, em minha opinião. O "humor sagaz" inexiste neste volume e levei semanas para conseguir terminar o livro, pois a leitura estava muito arrastada. O primeiro foi bem bacana, mas este, uma terrível continuação.
Mensagem: Vou ser sincera com vocês, achei este volume bem fútil e sem nenhuma mensagem em especial para o leitor. Mas, para não deixar o tópico de mensagens em branco, fiquei refletindo sobre a história a fim de retirar algum tipo de pensamento e minha mente logo foi para Zaphod e a sua missão. O personagem elaborou um grande plano (não vou revelar para não dar spoiler) e, como vimos no livro um, a suposta missão incluía enganar, mentir e roubar a nave Coração de Ouro, o que me levou a refletir se realmente "vale tudo" na realização de nossos desejos e sonhos. Vale enganar? Vale roubar? Vale destruir casamentos para "ficar" com o/a homem/mulher que deseja? Vale ludibriar a todos ao nosso redor?
Realizar sonhos nunca é uma tarefa fácil, principalmente numa sociedade onde o dinheiro e os preços são exorbitantes, mas, não gosto de pensar que "vale tudo" para conquistá-los. O caminho mais fácil nem sempre é o correto e, se minhas manobras vão influenciar negativamente em meu caráter, prefiro seguir pelo caminho mais longo... Políticos seguem o caminho mais fácil e olha onde estão agora, observe toda a sujeira que tem sido divulgada nos jornais e o quanto a vida deles é uma completa mentira. Nossos sonhos valem todo o nosso esforço para serem realizados, mas não valem qualquer caminho ou qualquer atitude, não valem a corrupção de nossos ideais e de nosso caráter. Isso é algo que vale a pena refletir, mais vale o objetivo conquistado com suor e honestidade, do que o adquirido em meio a sujeira de nosso coração.
Opinião Final: Queria ter tido uma grata surpresa ao lê-lo, mas achei sem graça e descartável. Se me perguntarem a respeito, não pretendo recomendar.
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