22 de out de 2017

Resenha - A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

SINOPSE
Bree mal se recorda da vida que tinha antes de descobrir seus sentidos extremamente aguçados, os reflexos sobre-humanos e a força física sem precedentes. A vida antes da insaciável sede de sangue... Antes de ser uma vampira.
O que ela sabe é que a rotina em um bando de recém-criados é de poucas certezas, e de ainda menos regras: fique alerta, não chame a atenção para si mesmo e, acima de tudo, volte para casa antes do nascer do sol, ou será destruído. O que ela não sabe: seu tempo como imortal está se esgotando. Depressa.
Bree encontra em Diego um amigo inesperado, outro jovem vampiro atormentado pelas dúvidas a respeito do monstro que os criou - alguém que conhecem simplesmente por Ela. Quando os dois percebem que são apenas peões em um jogo cujas proporções jamais imaginaram, é preciso descobrir em que acreditar. Mas se tudo o que você sabe sobre sua espécie é uma farsa, onde estará a verdade?
Em uma trama que combina horror, mistério e romance, Stephenie Meyer mergulha na trajetória de devastação do bando de recém-criados enquanto eles se preparam para o confronto definitivo.
Mais um livro que coloquei na minha lista de presentes e que ganhei da minha amiga, a mesma que me incentivou ao muito da leitura há muito tempo atrás ❤. Ganhei um exemplar em 2014 no Dia do Amigo, mas confesso que apesar de eu mesma ter escolhido o livro, acabei me arrependendo e não senti vontade de lê-lo depois que o ganhei. Contudo, esta semana tive vontade de ler uma historinha rápida e leve, e acabei pegando este como opção, por ser pequeno... Só posso dizer que o livro me impressionou muito!

Começando pela capa, que faz jus ao curto tempo de segunda vida de Bree Tanner, senti um desânimo danado com essa ilustração, pois apesar de combinar de certa forma com a história, ficou bem sem graça e muito pouco atrativa.

Bree Tanner é a personagem secundária que rapidamente participa do terceiro livro da Saga Crepúsculo, Eclipse, mas que cativou a autora e acabou recebendo um livro somente para si, contando com detalhes o porquê dela ter conquistado não apenas a família Cullen, como também a tia Steph.

Eu achei que a história iria ser uma porcaria, na moral. Comecei a ler com um preconceito colossal e muita má vontade, mas conforme as páginas iam passando, meu interesse foi crescendo, crescendo, crescendo, a ponto de eu desejar salvar Bree do terrível fim que Eclipse a proporcionou. GENTE, ESSE LIVRO É FANTÁSTICO E ENVOLVENTE.

Bree é uma personagem muito legal de se acompanhar e muito fácil de se gostar, é inteligente e busca a todo custo sobreviver dentro da gangue de Riley. Amei o envolvimento da Bree com Fred e Diego, e fiquei muito desejosa que o final deles fosse diferente e que houvesse uma continuação para eles dentro da Saga Crepúsculo.

Ela e Diego formam um princípio de casal no livro, com um envolvimento muito fofo e uma harmonia de pensamentos que nos faz shippá-los rapidamente, mas confesso que foi Fred quem caiu nas minhas graças e se tornou o personagem revelação, em minha humilde opinião. Com um poder difícil de encarar, Fred é um grandalhão que aparece somente da metade para o final do livro, mas que desde o começo é citado como o escudo de Bree no esconderijo da gangue, devido ao seu poder de repelir pessoas.

Entretanto, neste finalzinho em que ele é citado melhor, pode-se notar o cuidado que ele tem em proteger a pequena Bree (que comparada a ele realmente é pequena). Apesar de nunca terem conversado, a menina estava sempre o seguindo, usando o seu poder para também se proteger, e essa proximidade silenciosa fez com que ele a considerasse uma boa vampira, de certa forma se afeiçoando a ela, e eu achei isso muito bacana.

Outro ponto legal do livro foi o fato de Riley utilizar os antigos mitos vampiros para manter os recém-criados sobre controle, como por exemplo o "não sair no sol", o que tornou toda a busca de Bree e Diego por conhecimento muito interessante e divertida de se ler. Realmente só lamentei o fim pré-determinado a ela pela saga original, mas até mesmo este momento foi escrito de forma muita digna e emocionante.

Algumas resenhas dizem que Bree se parece muito com a Bella vampira, mas eu discordo, a Bree é mais independente, pouco se importa com os outros (com exceção de Diego) e só fica no anonimato por questões de sobrevivência e não por autopiedade. Não achei esta opinião compatível com o que encontrei no livro; em minha opinião, as duas são bem diferentes.

Achei o livro muito agradável de se ler, a escrita de Meyer é muito boa e ela mais uma vez demonstrou o seu talento ao transformar uma mera personagem secundária na protagonista de seu próprio livro. Mesmo com meu preconceito inicial com esta leitura, ler A Breve Segunda Vida de Bree Tanner foi uma grata surpresa e fico muitíssimo feliz por ter escolhido este livro de presente.

O livro em si não acrescenta em nada a Saga Crepúsculo, mas eu gostei de lê-lo a nível de curiosidade, pois, se somos apresentados a história de todos os membros da família Cullen, por que não a história de Bree? Enfim, a nível de curiosidade ele é ótimo e rende um bom entretenimento. Terminei o livro com gostinho de quero mais, busquei enlouquecidamente por boas fanfics sobre Bree e Diego, e sobre o Fred, mas infelizmente não achei nenhuma e fiquei só na vontade mesmo D:
Mensagem: Apesar da história ser bem light e rápida de se ler, acredito que a mensagem do livro esteja em "ser você mesmo". Desde o início, Bree sentia-se diferente do restante da gangue, e em determinado momento ela decidiu fazer as próprias regras, arrumar um método próprio de sobreviver até que, finalmente, decidiu não ser o peão que Riley queria que ela fosse... Apesar de ter estado no lugar e na hora errada, e do lado mal da força, Bree foi ela mesma até o fim. Ela não se deixou ser manipulada, se recusou a ser um peão naquele jogo de vingança, e é assim que devemos ser também.
Seguir alguém é diferente de ser manipulado. Você pode ter amigos, segui-los a alguns lugares, mas não permita que eles ditem as regras da sua vida, não permita que eles lhe digam o que fazer ou o manipulem para satisfazer suas próprias vontades. Seja você mesmo! Se for para fazer algo por alguém, que seja por bondade sua e não porque eles estão mandando; se precisar trocar de amigos, troque, mas não deixe eles dizerem como você deve ser, o que deve vestir, com quem deve conversar ou o que deve fazer; o seu verdadeiro "eu" é muito mais interessante e belo do que o que eles querem fazer de você...
Seja sempre você mesmo!
Opinião Final: Foi uma grata surpresa, com certeza! RECOMENDO.
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