14 de out de 2017

Resenha - A Culpa é das Estrelas

SINOPSE
Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante - o que dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.
Esta foi minha primeira experiência com uma história de John Green. Assisti ao filme com minha amiga quando foi lançado e gostei bastante, me emocionei muito com o final e por causa disso, fui presenteada por ela com este livro.

A capa é linda. Gosto dessa harmonia da capa simplista com um roteiro romântico leve e descontraído, amei o tom de azul também e acabei namorando muito essa capa antes de finalmente conferir a integridade da história de Hazel e Gus.

Tris e Calebe, digo, Hazel e Gus (piada besta, mas eu não resisti, desculpe 😂) 

A Culpa é das Estrelas (ACEDE) é uma história de amor "água com açúcar" entre  Hazel, uma paciente oncológica com uma doença sem possibilidade de cura e Gus, um garoto que perdeu uma perna para o câncer, mas que foi diagnosticado como limpo do câncer. Eles se conhecem num Grupo de Apoio, se interessam um pelo outro e começam a partilhar gostos, metáforas e reflexões, além do livro Uma Aflição Imperial (esse livro não existe gente, é fictício, eu já procurei hahaha).

O livro também nos apresenta o personagem Isaac, amigo de Gus, que precisará passar por uma cirurgia ocular que o deixará completamente cego, tudo consequência do câncer. Ele é um personagem muito bacana e assim como Hazel e Gus, é impossível não gostar dele.

O enredo de ACEDE, no geral, é romântico e açucarado, mas também fala sobre a dificuldade de se enfrentar uma doença grave como o câncer, reflete sobre a morte e o medo da morte. Gostei das sacadas do autor e passei muita raiva com Peter Van Houten, bem mais do que no filme.

A escrita de John Green é uma delícia de tão boa, eu gostei muito. A história flui super bem, é fácil de entender e muito gostosa, a única coisa que eu esperava um pouco mais (ou muuuuito mais) era do final, pois, depois de ter tido uma experiência emocionante com o filme, eu achei que iria chorar e me emocionar muito mais no livro, mas não foi o que aconteceu.

Não li os outros livros do autor ainda, mas neste, tive a impressão de que ele não sabe escrever e descrever momentos "emocionantes", por causa disso ele não me emocionou nem um pouco e eu acabei terminando o livro meio frustrada. No geral a história é boa, só essa falta de emoção no final (que tinha tudo para me arrancar dezenas de lágrimas) que me deixou desgostosa.
Mensagem: A mensagem que retirei do livro acabou vindo de uma das frases mais famosas do ACEDE, "alguns infinitos são maiores que outros". O tempo de vida é o nosso infinito. O infinito de Hazel era pequeno quando comparado com o de uma pessoa livre do câncer, mas ainda assim era um infinito, um tempo em que poderia viver dezenas de possibilidades se ela "se desse" a chance (coisa que ela não faz no comecinho do livro). Normalmente quando uma pessoa fica seriamente doente, o desânimo é a primeira coisa que se enraíza no coração, e por causa disso, o infinito acaba deixando de ser aproveitado em consequência da doença. Entretanto, assim como Hazel descobriu no decorrer da história, não importa o tamanho do infinito que você esteja vivendo (se uma vida completa ou um tempo contado devido a uma doença fatal), aproveite cada segundo!
Se você está doente e tem pouco tempo de vida, aproveite o seu infinito mesmo assim! Hazel também desejava ter um infinito maior, mas resolveu aproveitar o seu pequeno infinito do mesmo jeito, namorando, vivendo um grande amor, viajando, brincando, conversando e visitando lugares. A felicidade de nossos infinitos podem ser encontradas nas coisas simples da vida, não há necessidade de ter uma fortuna para viver um amor, apreciar a natureza, tomar um banho de mar, dizer que ama alguém ou visitar pontos turísticos. Morrer faz parte da Vida e será o fim de todos nós, portanto, aproveite o seu infinito independente do seu tamanho, aproveite o seu infinito enquanto ainda o tem, faça-o valer a pena. 
Opinião Final: Me frustrei um pouco com a falta de emoção do final, mas a história é boa, vale a pena ser lido.
(Créditos na imagem)
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