2 de out de 2017

Resenha - A Vida, O Universo e Tudo Mais

SINOPSE
Após as loucas aventuras vividas com seus estranhos amigos em O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS e O RESTAURANTE NO FIM DO UNIVERSO, Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na Terra Pré-História. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preso àquela monótona e assustadora rotina.
Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: salvar o Universo dos temíveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.
Este é o terceiro volume da "trilogia de cinco" de Douglas Adams, um dos mais cultura dos escritores de ficção científica de todos os tempos. Seu humor corrosivo e sua habilidade de criar situações improváveis tornam seus livros fundamentais para qualquer um que tenha capacidade de debochar de si mesmo.
Usando o planeta Krikkit como paródia da nossa sociedade e das guerras raciais, Adams cria uma história divertida, inteligente e repleta dos mais inusitados significados sobre a vida, o Universo e tudo mais.
Este é o terceiro livro da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, onde, logo no início, encontramos Arthur e Ford presos na pré-história, esperando uma oportunidade para viajar no tempo e sair daquela tediosa época. O enredo de A Vida, O Universo e Tudo Mais começa quando Arthur e Ford saem da pré-história e retornam para a Terra nos tempos modernos, coincidentemente, dois dias antes da destruição do planeta. Ali, os amigos assistem a invasão dos temíveis robôs do planeta Krikkit ao planeta, em no meio de uma partida de críquete...
O título do livro, sugere uma linha de pensamento a ser abordada ou descoberta pelos personagens. A história evolui extremamente pouco neste livro, ainda menos que o anterior e apesar de muitos leitores  acharem este volume importante para a série, eu o achei bastante dispensável. Pouco se foi abordado sobre a vida, o universo e tudo mais, e deste pouco, nada me surpreendeu; infelizmente, esta temática foi apenas mais uma ideia "jogada" na imensidão de outras ideias deste enredo, nada aqui tem real acréscimo para a história, porque, como mencionei no início do parágrafo, a história mal evolui.

Fiquei bem decepcionada com este livro, em comparação com o primeiro este terceiro volume é um grande nada. Senti muita falta da participação de Trillian e Zaphod no enredo, pois eles mal apareceram, e também senti falta do antigo Ford, porque aqui ele estava beem chato. Achei a história absurdamente pobre, cheio de ideias boas desperdiçadas e mal exploradas, a crítica rasa, o tal "humor corrosivo" vendido pela sinopse não existe e levei semanas para conseguir terminar A Vida, O Universo e Tudo Mais.

Na verdade, ao terminar, fiquei me perguntando porque falam tanto do humor ácido de Douglas Adams, se ele não o tem; é fato que seus livros contém críticas a sociedade, mas é tudo tão raso, que parece que foi escrito para crianças. Sinto muito, mas já li livros com críticas bem melhores! E o que dizer da sua escrita? É IRRITANTE. No primeiro livro foi divertido, sua forma de escrever era nova para mim e deu um ar diferente e engraçado para a história de Arthur Dent, mas depois de três livros encarando esta escrita rasa, corrida e desorganizada, acabei pegando birra de seu jeito de compor histórias.

Peço perdão aos fãs da série que realmente apreciaram este livro, caso os meus argumentos os tenham ofendido de alguma forma, mas eu realmente não gostei e não há outra forma de pontuar o que achei do livro, sem falar sobre isso. Gostaria que o enredo tivesse sido tão bom quanto o primeiro, mas senti que joguei meu tempo e meu dinheiro fora com a leitura e a compra deste volume.
Mensagem: Apesar da história ruim, é possível fazer uma reflexão muito boa a partir das atitudes dos robôs de Krikkit, que, como a sinopse anuncia, são xenofóbicos. Desde sempre o ser humano briga por muito pouco: o seu pensamento não é igual ao meu e por isso eu o odeio; pessoas do norte/nordeste falam mal das pessoas do sudeste/sul, e as do sudeste/sul falam mal das pessoas do norte/nordeste; você é gordo/magro/hetero/homo/judeu/muçulmano e por isso não gosto de você; sua raça é inferior e por isso eu também o odeio... A raça humana se acha tão superior as demais espécies, mas ainda vive brigando porque o vizinho não é ou não pensa como ele, mas quem somos nós para julgar ou apontar a situação de outra pessoa?
Chega desse preconceito idiota, chega de insultar os nordestinos, os negros, católicos, muçulmanos, protestantes, gordinhos, homossexuais, e etc. Não somos obrigados a ter a mesma opinião uns dos outros, mas também não temos o direito de IMPOR nossa crença/conceito/pensamento sobre os demais. Como já diz Marcela Thaís em uma de suas músicas: "Quem somos nós pra ditar o valor de alguém? Somos pó, não podemos julgar ninguém. Ninguém sabe a dor que o outro passou, ninguém sabe as lutas que o outro lutou. [...] Ame mais, julgue menos" (Ame Mais, Julgue Menos - Marcela Thaís).
Opinião Final: Não gostei e a escrita do autor está começando a me dar nos nervos. Queria que este volume fosse bom como o primeiro, mas não foi. Não recomendo.
←  Anterior Proxima  → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário